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MILITARES ARGENTINOS CONDENADOS A PRISÃO PERPÉTUA
O Tribunal Oral Federal da cidade de Bahia Blanca, no Sul da Argentina, condenou, nesta quarta-feira (12/9), 14 militares da reserva e ex-policiais à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, cometidos durante a ditadura militar argentina (1976-1983). Os condenados pertenciam ao Exército ou às forças de segurança e deverão cumprir a pena em regime comum no Serviço Penitenciário Federal da Argentina.
A ação judicial em questão envolve o desaparecimentos de duas mulheres, grávidas, que foram sequestradas e levadas até o campo clandestino. A estimativa é que cerca de 30 mil pessoas desapareceram ou foram mortas durante a ditadura na Argentina.
No início do ano outros militares já haviam sido condenados por crimes ocorridos durante o regime militar. O ex-general argentino Eduardo Cabanillas foi condenado à prisão perpétua por dirigir um centro de detenção e tortura durante a ditadura militar no país, entre 1976 e 1983. Três ex-integrantes do serviço secreto da Argentina também foram condenados por assassinato, tortura e prisões ilegais. Honorio Martinez e Eduardo Ruffo foram condenados a 25 anos de prisão cada um e o ex-oficial de inteligência militar Raul Guglielminetti, a 20 anos. Com informações da Agência Brasil e El guia Latino. Fonte: http://sociedademilitar.com |
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Os réus foram condenados pelos crimes de privação ilegal de liberdade, tortura e homicídio em um campo de detenção clandestino, instalado em Bahia Blanca. Os condenados foram acusadas de levar 90 pessoas ao campo de detenção denominado La Escuelita (A Escolinha, em português).